Se pensássemos de forma idealizada, poderíamos dizer q existe O Teatro, uma atividade que é una, composta de gente que interpreta, outras que assistem e uma história que é apresentada. Mas não existe apenas pessoas, mas pessoas com experiências pessoais e coletivas, pessoas que carregam um legado histórico, um legado construído num mundo dividido, separado entre pessoas que construiram sua riqueza às custas do próprio suor, da união entre iguais, do esforço coletivo, por um lado, e do outro lado, pessoas que fizeram suas riquezas às custas do suor alheio, que buscam vantagens e riquezas desnecessárias, que querem acumular e acumular mais ainda. Se a vida social das pessoas é marcada por diferenças históricas, é mais que natural que suas expressões culturais e artísticas também o sejam. Por isso, não creio em Teatro, mas em teatros. Há teatros diferentes que expressa gostos e interesses de classes e segmentos sociais diferentes, teatros com formas de realização distintas, umas privilegiando o trabalho colaborativo, outras o trabalho explorado. Enfim, há formas diferentes de fazer teatro e a forma que uma pessoa escolhe para ser a sua expressa sua forma de ver e agir sobre o mundo.
Um espírito realmente libertário realiza práticas teatrais libertárias.
um blog que discute o teatro militante, combativo, transformador, mas sem perder a sua poesia, sua magia e suas utopias...
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
um início...
Em 2007, creio, quando ainda lecionava teatro na Escola de Artes Cesar Antonio Salvi, em Osasco, desenvolvi o curso de história social do teatro que batizei com o "pomposo" nome de Um caminho de poeira e pedras. Pois bem, nesse momento em que resolvo criar um blog justamente para expor e trocar idéias sobre a prática teatral, não pude deixar de utilizar o referido nome. Faço isso não somente porque gostei dele, mas sim porque creio que expressa bem o que é fazer teatro, não apenas nos dias de hoje, mas desde o seu início: uma caminho difícil de percorrer, no qual a dureza das pedras e a inconstância da poeira constituem um convite à desistência, mas que, como teimosos que somos, continuamos a trilhar, porque, afinal, é para isso que servem os caminhos, não???
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